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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Odisseia Paralela








Era tudo ilusão
eu que tinha o mundo em minhas mãos.
Como um deus.
Amanheço mortal.

Pensava que tudo era amor.
Mas não passava de dinheiro.
Sujo,
então tudo se tornou desejo.
As paredes que eram brancas
ficaram com a cor dos seus dentes
amarelas.

Eu pensei que tudo me pertencia
que era natural, não uma fantasia.
Que a ganancia não me atingiria
que seria imortal.

Tudo que precisava
Encontrava num copo de bebida.
Oceano de álcool e prazer
mas veio o seu sorriso
e fiquei louco logo após ao amanhecer.

As noites não era mais frias
e os pesadelos não eram mais insuportáveis.
As personagens não eram de mentiras.
Os sapatos se tornaram confortáveis. 

O vento levou meu amor
a chuva lavou minhas lágrimas.
As noites velaram meu sono
e o dia resplandeceu de graça.

Mas tudo era ilusão.
Tudo fugia das minhas mãos.
Eu que pensava que era deus,
Amanheço mortal.

sábado, 4 de outubro de 2014

o Amor não Bastará.



Quando as luzes se apagarem
O seu beijo será uma bela surpresa.
Vamos sair,
Passear 
Correr para qualquer lugar 
Pois a vida é curta 
E o amor não bastará.

Quando o vento sobrar 
E nos seus braços a vida encontrar 
Quando nada mais adiantar 
Teremos uns aos outros 
E filhos para cuidar.

Quando o inverno invadir sua garagem 
E a simpatia der passagem 
Para a solidão,
Você sempre estará linda 
E viva em meu coração.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Do meu Jeito.

.




É vou fazer por mim mesmo,
Sair e derramar sangue nas ruas,
Vou atropelar meu tédio,
Estou armado com TNT
Vou explodir a lua.

É vou fazer eu mesmo
Vou matar o tempo
E qual é o homem que das suas consequências não é seu prisioneiro?
Vou fumar o bagulho e cortar meus pulsos
Para ver meu sangue lavar meus pecados
E abraçarei a morte como se fosse meu fiel companheiro.

É vou pôr um ponto final nisso e naquilo
Vou vender sanidade em saquinhos
Pois o verde dos seus olhos não é mais bonito
Do que o sonho de liberdade pregado por Jesus Cristo...

Vou correr os riscos
Fazer do meu jeito
E se nada der certo
Vou juntar minhas coisas
E queimar esses versos.

domingo, 17 de agosto de 2014

Colecionar.




As vezes só quero ouvir sua voz,
Falar qualquer besteira.
Para alimentar minha alma
De uma alegria infinita...
As vezes só quero suas mãos
Para acariciar meu rosto...
Para limpar minha lágrima de tristeza

As vezes quero o seu sorriso
Para iluminar meu caminho,
Para saber que nunca estou sozinho,
Para lembrar que ainda sou menino
Seu menino.

As vezes quero suas lágrimas
Para colecionar seus sentimentos
Para guardar nossos momentos
Para lavar minha alma de todo o pecado
Para redimir meus erros
Para escrever poemas
Para compartilhar amor
Mas ganhar da morte
Para enfrentar o que for....

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Noturno - Ariano Suassuna








Noturno

Têm para mim Chamados de outro mundo
as Noites perigosas e queimadas,
quando a Lua aparece mais vermelha
São turvos sonhos, Mágoas proibidas,
são Ouropéis antigos e fantasmas
que, nesse Mundo vivo e mais ardente
consumam tudo o que desejo Aqui.

Será que mais Alguém vê e escuta?

Sinto o roçar das asas Amarelas
e escuto essas Canções encantatórias
que tento, em vão, de mim desapossar.

Diluídos na velha Luz da lua,
a Quem dirigem seus terríveis cantos?

Pressinto um murmuroso esvoejar:
passaram-me por cima da cabeça
e, como um Halo escuso, te envolveram.
Eis-te no fogo, como um Fruto ardente,
a ventania me agitando em torno
esse cheiro que sai de teus cabelos.

Que vale a natureza sem teus Olhos,
ó Aquela por quem meu Sangue pulsa?

Da terra sai um cheiro bom de vida
e nossos pés a Ela estão ligados.
Deixa que teu cabelo, solto ao vento,
abrase fundamente as minhas mão...

Mas, não: a luz Escura inda te envolve,
o vento encrespa as Águas dos dois rios
e continua a ronda, o Som do fogo.

Ó meu amor, por que te ligo à Morte?



Uma Singela homenagem para um dos maiores mestres do sertanejo nordestino um Pensador com P maiúsculo, um gênio que foi para abençoar o Sertão lá de cima junto com Maria Aparecida...

sábado, 19 de julho de 2014

A Porta






Só quero que você feche a porta,
E deixe seus problemas lá fora.
Só quero que seu sorriso ilumine meu dia.
E a tristeza, com o amanhã, vá embora.

Eu só quero que você feche a porta.
E que o frio do inverno vá embora.
Buscarei calor em seus braços,
E o amor em seus lábios.
Que seu sorriso seja a solução para minha duvidas.
E que suas lágrimas perdoem a minha culpa.

Feche a porta.
Está chovendo lá fora.
Traga um convite para a festa.
Faça com que a solidão vá embora.
Faça com que os fantasmas morram agora.
E, por favor, feche a porta.

sábado, 21 de junho de 2014

Resenha: Dragões de Éter - Vol I - Caçadores de Bruxas









Título: Dragões de Éter – Vol I – Caçadores de Bruxas
Autor : Raphael Dracco
Editora: Leya
Ano: 2013
Páginas: 438



Bem-vindos ao mundo do fantástico, do impossível que se torna possível. Um mundo onde Reis são reis escritos com “R” maiúsculo. Um habitat de fadas e trolls gigantescos, onde a vida é formada por uma partícula de energia de matéria semidivina, e deuses, criação e criatura se confundem o tempo todo. 

Afinal quem não ficou curioso para saber o que aconteceu com a pobrezinha da Chapeuzinho Vermelho após ver sua querida vovozinha ser devorada por um imenso lobo mal? Ou o destino de João e Maria após escapar da terrível bruxa na casa dos doces? Encontre essas respostas no primeiro volume de Dragões de Éter.

sábado, 24 de maio de 2014

Você Vai Ver.







Você vai ver.
Vou brilhar para o sol
Vou resolver meus problemas
enquanto você assiste a TV
vou correr os risco e me afundar numa banheira de formol.


você vai ver ...

vou comprar o carro mais caro
e bate-lo na próxima esquina
esperar o verão passar
para pôr você na minha lista
pois é
você vai ver...

vou ganhar na loteria
vou ser alguém na vida
vou morrer consertando as coisas
que você mesmo quebrou
vou correr o risco
e recuperar o nosso amor.

domingo, 20 de abril de 2014

Solidão e Vinho





Procuro seus lábios,
Mas só encontro a solidão.
Sonho em me perder em seus braços,
Mas a tristeza invade meu coração.

A vida parece sem graça sem você por perto.
Seria como está caminhando no mais doloroso deserto.
Onde minha única companhia é o som dos meus passos.

Procuro alguém para sanar essa dor.
Alguém com um pouco de gênio e loucura.
Alguém que me tire desse inferno,  
Que me mostre a cura.
Para pesadelos tão incertos.

Sou um andarilho viajante,
Poeta sem musa,
Violeiro sem música.
Sou um verme rastejante.
Implorando por pão e vinho.
Por qualquer companhia no meu caminho.
Por um amor que esperei sozinho.
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