terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sussuros Solitários




Não chore meu bebê,
Vou buscar a toalha para você se secar.
Que se dane o que os outros acham,
Ou o que vão achar.
Eu estou bem aqui,
Suas armas você pode guardar,
O amor tem um gosto doce,
As vezes nos impede de agir.

O mundo é muito grande,
As para conquista-lo basta sorrir,
Sei que eles parecem gigantes,
Mas não deixe eles te diminuir,
A vida é como roda gigante,
Toma aqui seu algodão-doce.

Eu aprendi com meus erros,
Levei tombos, ninguém se importa com meus acertos.
Preciso passar naquela prova.
Por favor, não deixe ele me levar embora.
Estou distante agora!
Estou morrendo de medo...
Do escuro, chorando
Atrás da porta...

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Você em Minha Mente.







Porque você não sai da minha Cabeça. 
Você não vê que tá me deixando doente.
Você é pior que aquelas prostitutas.
Fique bêbada e me dê seu dinheiro.
Porque você não deixa eu dormir
Não deixa eu correr,
Aprisionando em seu beijo
uma prisão de onde não consigo sair.

Fique bêbada e me dê seu dinheiro. 
Você não vê que estou doente.
Preciso comprar algo maneiro
Para você sair da minha mente.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Holística.



Tudo é poema.
Tudo é poesia.
Tudo é sistema.
Tudo é simetria.

Tudo é simpatia.
Que está embutido na sua covardia.
Tudo é poema,
Tudo é poesia,
Tudo é magia,
Que está contida no seu coração,
Sacrificado numa hora tardia.

Tudo é encanto.
Tudo é política.
Que está em cima do balanço.
Por debaixo da sua fantasia.

Tudo é poema.
Tudo é vida.
Tudo que era mentira.
Verdade se vira.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Memórias - Declamado pro Carlos Drummond de Andrade. [vídeo]

video

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

domingo, 5 de julho de 2015

Antônio Abujamra declama Fernando Pessoa - O guardador de rebanhos VIII




Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.


Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem


E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.


Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!


Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz...

sábado, 4 de julho de 2015

Rascunho: O Coelho e o Jovem Mago







"E assim começa nossa história.
Com um coelho tirado da cartola?
Ou seria um cajado?
De qualquer forma seu companheiro era um jovem mago.
Andando pelo deserto escaldante.
Seguia o mago e o coelho falante..."

Tirar




Tire-me a vida,
Quando eu não puder mais amar.
Quando a solidão chegar.

Tire-me o amor.
Quando eu não puder mais respirar.
Quando meu sorriso se apagar.

Tire-me a harmonia.
Quando a angustia,
Me dominar.


Só não tire-me você.
Pois você é meu pilar.
Você é a razão desse poema.
Minha razão de ser.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Não Importa.




A guerra foi vencida.
O assassino está morto.
Eu cruzei a linha.
Não há perdão para os meus pecados.
Minha mulher está aqui.
Meus filhos também.
Sinto-me feliz.
Vendo o passado bem ali.


Eu não sou santo.
Não sei usar sapatos de salto alto.
Não conseguir enterrar meus fantasmas.
que no meu coração acorrento.


Isso é tudo que tenho.
Algumas balas e uma automática.
vamos brincar de roleta russa.
Mas isso não importa mais.



Meus filhos me chamam de herói.
Mas eu cruzei a linha.
isso pode ser magia,
ou loucura,
afinal, isso não me importa mais.

domingo, 7 de junho de 2015

Amor te Amo.



Eu te amarei até o dia que eu morrer.
Até minha vida esvaecer.
Até o dia amanhecer.
Até o mundo acabar.
Até a vela se apagar.
Até a lona abaixar.
Até os aplausos extinguirem.
Até as pessoas esquecerem.
Até quando Deus abençoar.
Até o livro terminar.
Até o meu último respirar.
Até os céus desabarem.
Até as crianças crescerem.
Até a morte chamar.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Um Pequeno Esforço.






Lute, não chore
Mais,
Os vaga-lumes parecem estrelas
E as rosas perdem sua beleza.
Baby, lute!
Um pouco de esforço nunca é demais.

Pode ser que te carreguem,
E que carreguem a bandeira.
Pode ser que guardem sua espada.
Mas você me fez uma promessa.
De lutar pelo que você ama.

Baby, não chore, lute!
Até não poder mais.
Um pouco de esforço nunca é demais.

Mesmo que você não vire uma borboleta.
Que saia voando ou dê piruetas.
Mesmo que o vermelho venha cobri-lhe a cabeça.
E a vida se esvaia em beleza.
Baby, não chore mais.
Lute!
Um pequeno esforço nunca é demais!

domingo, 3 de maio de 2015

Conveniência






Fale que você vem,

que eu vou de trem,

pois qualquer desculpa me convém.

Para sair na rua,

para mudar a nossa conduta.

Para te ver toda nua.




Hoje eu sei que não sou mais o mesmo,

cansei de brigar com o tempo.

Ser um palhaço sem sentimentos.

Para te fazer sorrir.

Só porque um sorriso lhe cai bem.




Por que você não me chama para dançar?

Ir para qualquer lugar,

tomar um gole de vinho.

Achar o mundo mais bonito.

Mas tudo lhe convém.

Para ser amado,

para ser ninguém.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Cela





E qual é o homem que não inspira outras pessoas a se libertarem dos seus medos?
Eu que não aprendi a julgar os meus pesadelos,
Vivo sentado no quanto escuro do meu quarto.
Eu de que a coragem não tenho um décimo.
Aprendi a pedir misericórdia dos meus erros.

E qual é o homem que não se entrega a seus devaneios?
Eu que tive o luxo das vaidades,
Aprendi que o silêncio faz bem a alma.
Que o salmão e o vinho.
Tem o mesmo gosto que o pão e a água.

E qual é o homem que não se quer ver livre de suas correntes?
Eu que estou preso aos meus pecados,
Tenho sonhado a cada dia com a bendita liberdade.
Mas não consegui seguir seus conselhos
Eu que já andei em campo livre.
Não vejo a esperança além da cela.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Quebre a Janela.





Quebrei a janela,
E o amor queimou minha face.
Achei uma brecha,
Para a liberdade.

Quebrei a janela
E o muro feito de mentiras,
Passei por cima.
A minha vida era falsa.
Era de aquarela.
Desfazendo-se na chuva.
Deixando sequelas.

Quebre a janela.
Faça uma corda com seus preconceitos,
E desça para a rua.
Venha festejar,
Cantar tudo que é belo.
Quando estamos felizes,
É porque  Deus tocou nossa alma.

Quebre a janela.
Deixe a porta aberta.
Deixe que o vento sopre.
Que os espíritos gritem.
Que a vida aflore.
Que o a amor nos liberte.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mug.




Mug.

Poderia ter tudo,
Mas preferi jogar tudo fora,
Como um copo de bebida amarga,
Que se esvazia e sasseia a fome de novas coisas.

Eu poderia ir ao seu casamento.
Mas preferia ficar quieto.
Chorando no cimento
Interpretando mais um míope ciumento.

Eu poderia estar na sua formatura
Bebendo e comendo às suas custas.
Mas preferir ter um trabalho incompleto.
E não tive capacidade para pedir desculpas.

Eu poderia estar no seu jantar
Mas a vida é algo frágil,
Bobagem!
Muito curta.
Para fica sentado no sofá
E viajar num livro de aventuras.
Criei ilusões,
E agora, não sei sair das minhas loucuras.
Por favor apague a luz,
E deixe eu esvaziar minha cota de luxurias.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Errado










Eu não quero estar errado.

Quando você machucar seus pés no deserto.

Que você criou entre nós.



Não quero estar errado

Quando você se afogar no mar de lágrimas

Quando você me ver pela última vez.



Não quero ver o seu coração sagrar

Quando você murmurar meu nome

E se jogar do último andar

Abraçando a morte ao invés de me abraçar.
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