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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Atrasado para um poema...




Escrevo poesia e não cobro nada.
Mas qualquer doação e benvinda,
Para comprar lápis, papel e borracha.

Eis que as palavras bailam sob minha cabeça
E eu saco minhas armas
Como espadachim,
Rasgo versos em folhas
Gasto as palavras.

Sou poeta, ladrão de ideias.
Inventor de canções belas,
Mas, se me der licença.
Estou atraso para mais um poema.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Improviso








Eu improviso,
eu tiro verso do chapéu,
eu declamo versos de cordel,
eu vendo versos a granel,
eu improviso poesia comercial,
eu crio versos para a massa em geral,
eu manipulo sua imaginação
eu moro dentro do seu coração

Eu improviso.
Eu parafraseio,
eu roubo suas ideias,
eu sou um poeta industrial
eu escravizo sua mente
eu trabalho com um lucro marginal

eu improviso,
eu sou poeta de rua
eu sou boca-suja.
eu critico
eu saiu do padrão
eu sou aquilo
que perturba seu coração.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Poema TV !

Você Ri,
Você Chora,
Você Come,
Você Respira,
Você se Escraviza,
Você Vive,
Você vê: TV!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Desejos Ocultos









Tudo o que eu procuro é seu sorriso.
Um ombro amigo,
onde possa deitar meu pranto
onde possa saciar minha fome de risos.

Tudo o que eu procuro é um significado para os meus versos.
Onde eu possa repousar minhas letras,
Onde eu possa declamar meu amor.
Sem medo do universo careta
Que se esconde no reverso
da ampulheta.

Tudo o que quero é me entregar em seus braços.
E não ter pretextos para meus desabafos,
e decorar meu quarto,
com seus beijos gostosos e descompromissados.

Tudo o que desejo é vencer meus medos.
Espalhar minhas fobias aos quatro ventos.
E sorrir sem desalento.
Pois a vida é tão curta.
Como bailarinas no compasso do tempo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Reflexos de Um Amor Perdido


Ainda sinto seu cheiro no travesseiro
É depois de tudo, tudo.
Ainda consigo abrir meus olhos após as lágrimas
Às vezes penso que é tarde... É tarde
Mas não podemos vacilar
Não podemos ficar para trás
E esperar a poeira baixar
E dizer “nunca mais”.

Às vezes penso que não é esse mundo que construímos
E nossos filhos que tanto amamos, nos deixaram.
A quem tanto educamos.
 Foram-se como as águas do oceano.

Sinto sua voz através do espelho
É mesmo assim meu coração continua batendo
Por uma pessoa que não consigo abraçar
E que não sai do meu pensamento
Resignado, deixei você partir.
E no meu coração, uma ferida abrir.

Sei que não somos nos dois no mundo feito de terra
E você ainda sorri com aquela cara travessa
E ainda me pergunto, por que, por quê.
Ainda não conseguir sair

Está frio lá fora
E o rugido do vento ainda me faz sentir medo
Parece que a chuva vem castigar minha vidraça
É mais de meia noite e ainda não conseguir dirigir aquele jantar sem-graça.
Às vezes penso porque você saiu
Partiu... Sumiu.
Às vezes pensa em você me dá calafrios.

E a vida corre como um estopim
E eu ainda não consigo esquecer seu ultimo “eu te amo”
E mesmo assim forço um sorriso feliz
Pois um dia voltarei a te dizer :”eu te amo”.




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